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AUTORA DE “COMIDA DE CRIANÇA” PARTICIPA DO DOMINGO ESPETACULAR, DA TV RECORD

Publicado em 24 de outubro de 2014por GrupoSummus

A nutricionista Cláudia Lobo, autora do livro Comida de criança (MG Editores), participa do programa Domingo Espetacular, da TV Record, neste domingo, 26 de outubro. Ela acompanhou a rotina de uma casa em que a mãe tem dificuldade de fazer o filho comer verduras. Assista! O programa começa às 19h20.

“Eu não gosto de salada!”; “Não tô com fome, mãe!”; “Detesto esse negócio verde no meu prato!”; “Por que eu tenho que comer isso?”; “Cadê a batata frita?” Que mãe nunca ouviu essas frases? Numa época em que o apelo do fast-food e a correria do dia a dia dificultam o consumo de alimentos saudáveis, muitas são as batalhas perdidas na conquista da saúde. Resultado: crianças obesas, com sérios problemas clínicos, e mães culpadas. Partindo da própria experiência, de quem conseguiu vencer a obesidade e hoje adota uma dieta saudável, Cláudia mostra no livro que é possível fazer seu filho gostar de alimentos naturais e nutritivos. O segredo? Aliar criatividade e conhecimento para mudar os hábitos alimentares da família.

Cláudia começa o livro com uma afirmação incômoda para as mães, mas totalmente verdadeira: “você é responsável pela qualidade e pela quantidade de comida que seu filho come”. Quando criança, a própria autora sempre teve suas vontades atendidas, só comia o que desejava. Bem intencionada e solícita, a mãe nunca imaginou que pudesse estar contribuindo para um quadro grave de obesidade. “Conto a minha história para ilustrar como é comum esse comportamento nas famílias. E, principalmente, para mostrar como isso acontece por falta desconhecimento”, afirma a nutricionista, que é mãe de dois filhos.

Dividida em cinco partes, a obra aborda os principais problemas do consumo de alimentos processados, explica a importância do consumo regular de proteínas, carboidratos, fibras e outros nutrientes, revela os benefícios do consumo de comida saudável e, principalmente, mostra como montar um cardápio equilibrado e tornar as refeições mais atraentes para as crianças.

“Todo o embasamento científico que apresento no livro é para convencer as mães da importância do que será posto em prática. Para entender a maneira como tudo funciona”, diz Cláudia. A alimentação saudável, explica a nutricionista, não é um ideal utópico, da dona de casa que tem todo o tempo do mundo. “O livro mostra que é possível, mesmo tendo de comer fora de casa, seguir as dicas e orientar a alimentação dos filhos, obtendo resultados e mantendo o bom hábito”, diz.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1241/Comida+de+crian%C3%A7a

http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2014/11/02/para-fazer-dieta-crianca-precisa-de-apoio-e-exemplo-da-familia.htm

Para fazer dieta, criança precisa de apoio e exemplo da família

Rita Trevisan e Suzel Tunes Do UOL, em São Paulo

02/11/201407h15

Filipe Cavalcante, ator de "Chiquititas" do SBT, emagreceu 22 quilos em cinco meses

Desde julho, o ator Filipe Cavalcante, 14 anos, o Rafa da novela "Chiquititas" (SBT), está passando por um processo de reeducação alimentar. Com 1,79 m de altura, o garoto iniciou o acompanhamento nutricional pesando 109 quilos. E, após cinco meses e meio de tratamento, emagreceu 22 quilos. A mudança de hábitos conta com o apoio fundamental da mãe, Cláudia Cavalcante, que, para garantir que o garoto se alimente bem, leva as refeições dele até mesmo para o estúdio de gravação da novela.

"No atendimento à criança obesa, não basta dizer que tem de fazer dieta. É necessária uma mudança geral de hábitos", declara a endocrinologista pediátrica Carmen Assumpção, especialista do Iede (Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione), do Rio de Janeiro.

No Instituto, Carmen coordena o Ambulatório de Endocrinologia Pediátrica, que oferece um programa de internação aos casos de obesidade mais graves ou que não apresentam bons resultados no tratamento ambulatorial. O programa funciona durante o período de férias e atende crianças entre 11 e 14 anos, que ficam internadas pelo período de uma a duas semanas. O serviço é público e já existe lista de espera para 2015.

"A internação não é apenas para a criança, um responsável deve acompanhá-la, pois a família toda recebe tratamento. A experiência tem mostrado que o sucesso depende mais da família do que da criança", afirma a médica.

A oportunidade para Filipe emagrecer surgiu na ficção quando seu personagem ultrapassou todos os limites comendo um cupcake gigante. Na história, Rafa foi levado ao consultório da nutróloga Liliane Oppermann e descobriu que seus exames apresentavam vários índices preocupantes, como altos níveis de colesterol e triglicérides.

Liliane é médica de verdade, especialista pela Abran (Associação Brasileira de Nutrologia). Convidada pelo SBT a participar da novela, no final da gravação, aproximou-se do ator e perguntou: "Você quer emagrecer de verdade?".

Conheça alimentos que parecem saudáveis para crianças, mas não são8 fotos

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Mesmo os pais mais preocupados com a alimentação infantil podem cometer deslizes na hora de escolher alimentos para compor a dieta dos filhos. Veja a seguir itens que parecem inofensivos, mas não são as melhores escolhas | Por Catarina Arimatéia - Do UOL, em São Paulo | Consultoria: pediatra Rubens Feferbaum, professor livre docente de nutrição infantil da USP e vice-presidente do Departamento de Nutrição da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo); nutricionista Cláudia Lobo, autora do livro "Comida de Criança - Ajude seu Filho a se Alimentar Bem Sempre" (MG Editores); Paula Castilho, nutricionista da Sabor Integral Consultoria em Nutrição; Adriana Pessôa, endocrinologista, membro da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia); Monica Venturineli, nutricionista clínica do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo; e Vivian Ragasso, nutricionista esportiva do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte Getty Images

A emissora não apenas permitiu como mudou os rumos da trama para atender ao desejo do ator, que sonhava em perder peso. "Para o Filipe, essa mudança no personagem foi um verdadeiro presente. Ele queria muito emagrecer e apenas adiantou seus planos futuros", afirma a mãe do ator.

Liliane diz que não encontrou muitas dificuldades no tratamento do garoto de 14 anos. "Antes de tirar os maus hábitos, introduzo os bons. Mas o Filipe já era um menino que comia de tudo", diz a nutróloga.

"Ele sempre gostou de hortaliças e nunca foi fã de doces e refrigerantes. O problema era apenas a quantidade de alimento que ele consumia", diz Claudia. Agora, Filipe consome as porções ideais para o gasto calórico que tem. Além disso, o ator conseguiu incluir na agenda, entre as gravações e as aulas do primeiro ano do ensino médio, dois treinos semanais de muay thai.

Influência do ambiente

Segundo o pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, coordenador do Centro de Dificuldades Alimentares do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, a obesidade é uma doença multifatorial. Os pesquisadores admitem uma tendência genética, mas há grande influência do ambiente, destacando-se "um aumento gigantesco do sedentarismo".

Para fazer essa afirmação, o médico baseia-se nos últimos dados da Pense (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar), divulgada em 2013 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com a pesquisa, apenas 30,1% dos escolares foram considerados ativos, ou seja, praticaram 300 minutos ou mais de atividade física por semana. A maioria dos adolescentes (69,9%) foi classificada como insuficientemente ativa ou inativa.

A seguir os especialistas ouvidos por UOL Gravidez e Filhos dão dez orientações para os pais que querem apoiar seus filhos a perderem peso:

1 - Estabeleça uma rotina

Um dos cuidados mais importantes é tentar fazer, pelo menos, uma refeição em família, diariamente. Um estudo realizado, em 2010, pela Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, relacionou três rotinas domésticas –fazer uma refeição regularmente com a família, ter um sono adequado e limitar o tempo diante da tela de TV, computador ou videogames– com a obesidade em idade pré-escolar.

2 - Elimine distrações

Desligue TV, celular e outros aparelhos eletrônicos e oriente as crianças pequenas a irem ao banheiro antes da refeição.

3 - Oriente a criança a mastigar bem os alimentos

Comece ensinando-a a repousar os talheres junto ao prato entre uma garfada e outra. Quem mastiga pouco sente menos o sabor do alimento e engole mais rápido.

Segundo a endocrinologista Carmen, como são necessários cerca de 20 minutos para a informação de saciedade chegar ao cérebro, terminar uma refeição em menos tempo pode significar comer mais do que o suficiente.

"No ambulatório, observamos que as crianças não mastigam direito. Elas engolem o alimento, com uma garfada atrás da outra, enquanto olham para a TV, o celular ou o tablet", diz a especialista.

4 - Não permita que a criança pule o café da manhã

Se necessário, acorde-a mais cedo para que ela tenha tempo de se alimentar corretamente. "Quando a criança sai de casa sem o café da manhã, além de ter queda no rendimento escolar, chegará à hora do lanche morrendo de fome. E, sempre que possível, mande o lanche de casa", diz Liliane.

5 - Opte por refeições caseiras

Evite os pratos prontos. Substitua refrigerantes por sucos de frutas e os doces industrializados por versões caseiras e, sobretudo, por frutas.

"Evite ter doces e biscoitos no armário, mesmo que na sua casa haja outras crianças que não precisam emagrecer. É bom lembrar que crianças magras também podem se tornar adultos obesos, e que os bons hábitos valem para toda a família", diz Liliane.

6 - Ensine seu filho a escolher

Leve a criança ao supermercado e à feira e a ensine a fazer opções saudáveis, começando no momento da compra. Você pode colocar alguma guloseima de que seu filho goste no carrinho, mas jamais use o "junk food" como prêmio por bom comportamento e, muito menos, como maneira de se livrar da birra infantil. Aprenda a falar e a manter o "não".

7 - Inclua as crianças no preparo dos alimentos

Organizar e preparar o cardápio com a criançada pode ser uma experiência tão educativa quanto divertida.

8 - Dê exemplo

Quer que seus filhos comam frutas e verduras? Então, coma frutas e verduras. E evite fazer comentários negativos sobre os alimentos dos quais você não gosta. Afinal, as crianças aprendem muito pelo exemplo.

9 - Sirva pequenas porções

Para emagrecer, o ideal é comer porções menores e se alimentar em intervalos mais curtos, de cerca de três horas.

10 - Diversifique o cardápio

Diante da resistência a alimentos como hortaliças, legumes e frutas, teste novas maneiras de preparo ou outras variedades que possam agradar o paladar da criança.

Não brigue nem se desespere, a insistência pode criar um ambiente hostil às refeições. Em vez disso, procure demonstrar a importância de se incluir, pelo menos, um legume, uma verdura e uma fruta por dia no menu infantil e vá, aos poucos, ajudando-o a ampliar o cardápio.

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8 problemas na hora de o seu filho comer legumes - e como resolvê-los

Basta ver um legume no prato que o seu filho fecha a boca? Confira respostas para algumas situações comuns do dia a dia

Por que a salada da casa dos outros é mais gostosa? Por vários motivos: pode ser a apresentação (se eles colocam em potes e usam alimentos que dão um visual supercolorido, fica mais convidativo), porque o colega come, e ele não quer fazer diferente, porque para ele pode ser uma experiência nova (e crianças são muito curiosas), porque eles usam um tempero gostoso e até mesmo porque lá ninguém diz para ele comer, apenas coloca na mesa e espera o resultado. Tente fazer isso na sua casa.

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Não como verduras nem legumes, e meu filho já está percebendo. O que posso fazer? A partir dos 2 anos, vai ser mais difícil "enganá-lo", e ele pode parar de comer porque você não prova. O caminho mais fácil é fazer aquele esforço e comer uma folha de alface ou uma rodela de beterraba – capriche no tempero se o gosto for terrível para você, misture ao arroz, enfim, coma e não faça cara feia. Um estudo mostrou que os pequenos são influenciados pelas emoções dos outros à mesa. Em outras palavras, fazer aquela cara de preconceito em frente à comida pode ter um impacto maior do que se você falar “salada é gostosa”, ou “você também vai gostar”. Quando você sorri depois de comer, elas ficam com mais vontade de provar. Chamar aquele coleguinha que prova de tudo funciona também, porque criança adora imitar os amigos.

Digo que couve-flor é sobremesa, e aí as crianças comem. Está errado? Não existe uma unanimidade entre os especialistas, mas a maioria não aprova esse truque. Quando seu filho descobrir que está sendo enganado, vai parar de comer, e isso pode abalar a confiança que tem em você. Outros médicos suavizam e dizem que essa é uma mentirinha que não faz mal. De qualquer maneira, se você quiser mudar esse hábito, diga para ele que, dependendo de cada cultura, o alimento é servido de um jeito. O abacate, por exemplo, é servido salgado, e não batido com leite, em vários países.

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O único legume que meu filho come é batata – e frita. Como diversificar? Primeiro, deixe de fazê-la desse modo (além de ser muito calórica, a fritura ajuda a aumentar o colesterol ruim, o LDL, que pode causar problemas cardíacos no futuro, entre outros), mas não diga que é proibido. Ofereça esse mesmo legume de outras maneiras: assado, no purê, na salada, refogado, e passe a servir outras verduras e legumes de maneiras diferentes também.

De vez em quando, para garantir os nutrientes, há problema em esconder algo no feijão, por exemplo? Não, vez ou outra, você pode usar esse truque e acaba valendo para toda a família ter um feijão nutritivo. Mas esse não deve ser o único meio de fazer seu filho comer legumes ou verduras. Elas devem aparecer no prato na maioria das vezes. Vale colocar também o ingrediente na mesma refeição, como na salada.

Ele já cuspiu várias vezes a cenoura. Preparei de todo jeito. Devo desistir? Depende da idade do seu filho. Para as que estão entre as papinhas iniciais e a idade pré-escolar, a dica é continuar tentando de vez em quando. Nessa fase, as crianças têm mesmo um paladar mais restrito. Mas, com cerca de 6 anos, isso pode ser uma preferência alimentar e deve ser respeitada. Há outros alimentos com os mesmos nutrientes – basta fazer a substituição – e você também pode experimentar oferecer a cenoura misturada no suco de laranja, no bolo (e contar para seu filho depois), ou como petisco, em forma de palitinhos ao longo do dia.

Meu filho só come salada em palitinho molhando no catchup ou na maionese. Posso dar também molho de salada de mercado? Não. Nem o molho pronto, nem o catchup e a maionese devem ser consumidos frequentemente. Além de serem produtos industrializados, todos têm muito sódio e aditivos químicos.

Ele não come abobrinha e repolho, mas adora outros vegetais. Isso é um problema? Se ele só não gosta de um tipo de verdura, um tipo de legume, ou um tipo de fruta, mas come outros, não há problema nenhum, é só uma preferência de paladar, que começa a aparecer por volta dos 5 anos. Fale com um nutricionista: o especialista pode dar a você uma lista de alimentos com os mesmos nutrientes e vitaminas dos que seu filho não gosta. Agora, se ele não come nenhum tipo de legume, não importa se ele goste de todas as frutas e verduras que existem no mundo. A alimentação balanceada precisa conter itens de todos os grupos, um não substitui o outro.

FONTES: Carolina Torres Testa, nutricionista da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Cláudia Lobo, nutricionista, especializada em educação infantil, autora do livro Comida de Criança - Ajude seu Filho a se Alimentar Bem Sempre (MG Editores); Cozinhar É Divertido, Ed. PubliFolha, Débora Gejer, pediatra do Hospital Sírio-Libanês (SP); Elaine Pádua, nutricionista, autora do livro O Que Tem no Prato do Seu Filho? - Um Guia Prático de Nutrição Para os Pais (Alles Trade); Fabio Ancona Lopez, pediatra nutrólogo e professor aposentado do Departamento de Pediatria e Nutrologia da Unifesp